O bairro de
Santa Teresa fica localizado no município do Rio de Janeiro, estado do Rio de
Janeiro, Brasil. Está assentado num morro do mesmo nome, e está cercado por
vários bairros na sua base: Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Parque da
Tijuca (área B) – Zona Sul, Catumbi – Zona Norte, e Centro da Cidade (Bairro de
Fátima e Lapa). É um bairro que mistura matas e construções, e é muito visitado
por pessoas que buscam contato com a natureza. Por ser alto, possui um clima
mais ameno durante o verão e mais frio durante o inverno, ao contrário dos seus
bairros limítrofes. Por este motivo é muito procurado por estrangeiros para
moradia. S. Teresa também possui muitos
artistas e intelectuais como moradores, e pode-se encontrar muitos ateliês de
arte por todo o bairro. Uma das coisas pela qual o bairro é conhecido é pela
quantidade de bares e restaurantes, e sempre foi muito frequentado por turistas
e cariocas.
Morro de S. Teresa visto dos Arcos da
Lapa –
vejam o Convento de S. Tereza, que deu o nome ao bairro.
História do bairro.
O Bairro
Santa Teresa surgiu no século 18 com a construção do Convento de S. Teresa.
Antes, o morro chamava-se Desterro, por causa da Igreja N. S. da Lapa do
Desterro, localizada até hoje na Rua da Lapa. Nesse período já haviam ocupações
esparsas, e no morro havia um caminho de acesso às águas do rio Carioca, a
principal fonte de água potável do centro da cidade e arredores. Com a
construção do Aqueduto da Carioca, atual Arcos da Lapa, este caminho deixou de
ser utilizado para este fim. A ocupação do bairro começou forte a partir da
metade do século 19, através dos estrangeiros que buscavam um clima mais
agradável, bem como pela elite que via no lugar alto uma proteção contra as
epidemias que frequentemente aconteciam na cidade. Até hoje encontram-se vários
casarões antigos, construídos desde o século 19 até meados do século 20.
Fachada principal do Convento de S.
Teresa.
A igreja do Convento é
aberta à visitação.
Por ser um
bairro situado num morro, seu acesso por caminhada era penoso, e desde o século
19 já haviam acessos mecanizados. Primeiramente foi feito um plano inclinado,
que saía da Rua do Riachuelo. Mais tarde, nas últimas décadas do mesmo século,
iniciou-se o acesso pelos bondes, onde os primeiros eram puxados a burros, e
saíam da Rua Joaquim Murtinho, na Lapa. Em 1896, com a desativação do Aqueduto
da Carioca – Arcos da Lapa, usou-se a estrutura do aqueduto para fazer o
caminho de bondes que liga o Centro a S. Teresa. Uma coisa curiosa é que
inicialmente os bondes eram de cor verde, a exemplo dos outros da cidade, mas
foram trocados para amarelo devido às queixas dos moradores do bairro de que o
bonde, pintado de verde, sumia por entre as árvores do lugar, e isto
atrapalhava a sua identificação.
O famoso Bondinho de
Santa Tereza.
Desenvolvimento e
Turismo.
A partir da
1ª metade do século 20 o bairro foi se firmando com um grande centro de cultura
e foi congregando um grande número de artistas e intelectuais não só como
moradores, mas também como frequentadores dos bares e saraus. Duas grandes
figuras da cultura se destacaram no bairro: o empresário Raymundo Castro Maia e
Laurinda Santos Lobo. Os dois foram figuras mais ou menos contemporâneas, que
agitaram bastante a vida cultural do bairro. O empresário era um grande
colecionador de obras de arte, além de promotor de vários artistas. Promoveu
importantes eventos em sua bela residência, que hoje abriga o Museu da Chácara
do Céu, onde pode ser visto o seu acervo de obras de arte, com esculturas de
Bruno Giorgio, e quadros de Portinari, Di Cavalcanti, Franz Post, entre outros.
Laurinda foi uma grande agitadora cultural, e seus saraus foram famosos, e eram
frequentados pelos grandes artistas de sua época. Hoje, o que restou de sua
residência abriga o centro cultural Parque das Ruínas. Outro museu muito
importante é a Casa Benjamin Constant, na Rua Monte Alegre, e que foi a
residência do grande idealizador e articulador da Proclamação da República do
Brasil.
Parque das Ruínas
Entrada do Museu da
Chácara do Céu.
Podemos citar
outros pontos interessantes do bairro, como: Largo dos Guimarães, Largo do
Curvelo, Mirante do Rato Molhado, Rua Aprazível, O Edifício Valentim, entre
outros ... A vida noturna acontece principalmente a partir da Rua Pachoal
Carlos Magno até o Largo do Curvelo. É por ali que ficam os principais
restaurantes do bairro. Podemos citar alguns: Bar do Mineiro (talvez o mais
famoso do bairro), Sobrenatural (frutos do mar), Mike Haus e Adega do
Pimenta(comida alemã), Arnaudo (comida nordestina). Na Rua Aprazível temos o
restaurante Aprazível, com uma gastronomia sofisticada e uma vista espetacular
de sua varanda. Outro lugar de bares é o Larg o das Neves, onde está a bonita
Capela de Nossa Senhora das Neves.
Outra
atividade que está começando a se desenvolver em S. Teresa é a hotelaria,
onde já existem alguns hostels. Podemos citar também o Hotel S. Teresa, de
grande sofisticação, o qual já é muito conhecido no Brasil e no exterior.
Famosa edificação no Largo do Curvelo.
Igreja Ortodoxa Russa na
Rua Monte Alegre.
Igreja Anglicana na Rua
Paschoal Carlos Magno – estilo Neo-Gótico.
Quem gosta de
natureza estará no lugar certo. Além de possuir muita mata, dali vai-se para o
Alto da Boa Vista – Floresta da Tijuca, Parque do Corcovado – Estrada das
Paineiras, e vai-se beirando a Mata do Silvestre, é um lindo passeio.
Perspectivas para o serviço de bondes
de Santa Teresa.
Infelizmente,
devido a um acidente ocorrido há três anos, o serviço de bondes está suspenso
em todo o bairro. Todas as linhas estão sendo reformadas, as ruas com os
trilhos estão em obras para que os bondes voltem até o final de 2015, conforme
foi prometido pelo governo do estado do Rio de Janeiro em dezembro de 2014.
Como chegar.
Atualmente, o
acesso ao bairro é feito por ônibus, através de três linhas, 006, 007, e 014,
todas saindo do Centro da Cidade, e atravessando a Lapa. Além dos táxis,
existem também dois serviços de Kombis, a partir do bairro da Glória e outro a
partir da Estação da Central do Brasil, no Centro. Mas existe também a opção a
pé, mas é puxado. Os trechos menores são: a partir da escadaria Selaron, na Rua
Manoel Carneiro – Lapa, a partir dos Arcos da Lapa, ou então subindo a Rua
Monte Alegre a partir da Rua do Riachuelo – perto da Lapa.
À pé não se
leva menos de 40 minutos mas, para quem tem disposição, é um passeio bem legal.
Imagens: Google Imagens
Por: José Antônio Caldas
Guia de turismos na cidade do Rio de Janeiro
Contato: (21) 98869-6358
contato@loucosporoculos.com
Equipe LPO
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